the outsider

The Outsider Ep. 6 – Review

The Outsider começa a chegar em seus finalmentes, enquanto continua colocando em conflito as lendas e o ceticismo. Em seu sexto episódio, a série não esconde a admiração por Holly, que vem se tornando aos poucos a verdadeira protagonista.

E a escolha não poderia ser mais acertada, já que se trata de uma série em que quase todos os personagens vivem um luto profundo pela perda de entes queridos. Dessa forma, fica muito difícil criar empatia por eles. Ainda que entendamos suas perdas, porque por estarem fechados para o mundo, eles acabam não se conectando por o público.

Então, Holly é a única capaz de fazer o público torcer. Ainda que não seja construída para ser totalmente carismática, ela nos convida para entrar em sua cabeça e conhecer suas estranhezas, ao mesmo tempo que nos permite entender os seus dramas e inseguranças.

Por causa disso, esse acaba sendo o episódio mais doloroso, quando nos é reforçado que o método da personagem está longe de ser uma unanimidade. E sentimos quando ela é descredibilizada após ser a única capaz de descobrir algo relevante para o caso. Ainda que seja difícil julgar o ceticismo dos demais personagens, pois tudo aquilo realmente parece absurdo para quem não viu com os próprios olhos.

E, graças a ela, começamos a descobrir ainda mais sobre o metamorfo/El Cuco. Mesmo que a série continue insistindo em esconder sua origem e suas reais motivações. Porém, eu gosto de tal decisão, de transformar o ser em algo mitológico, que está por aí há várias gerações se alimentando da dor das pessoas. Dessa forma, ele funciona como uma metáfora que ultrapassa a barreira apenas do luto e funciona para diversas coisas ligadas ao misticismo e parasitismo.

Share

Tenho 23 anos, sou jornalista formado, trabalho com textos para internet há mais de dois anos e escrevo e gravo críticas de cinema desde o final de 2017, quando criei o canal no YouTube "16mm".

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *