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The Outsider Ep. 3 – Review

Em seu terceiro episódio, The Outsider começa a colocar um pé no sobrenatural ao mesmo tempo que segue a estrutura de um suspense policial tradicional. Esse lado que foge à realidade começa a aparecer mais forte com a entrada de Cynthia Erivo na série. A atriz traz à personagem um lado singular e místico, tudo isso por meio do olhar, das pausas, da forma como fala e parece pressionada o tempo inteiro e pelos acontecimentos que pessoas normais não seriam capazes de fazer.

A entrada da personagem agrega também ao trazer um caráter de oposição entre protagonistas. Enquanto Ben Mendelsohn é um cara mais cético, Erivo vive na pele coisas que fogem das explicações científicas comprovadas.

Essa relação acaba trazendo o contraste presente na narrativa também, pois se por um lado a série parece se encaminhar para uma estrutura tradicional realista do gênero, começam a se construir sugestões de que o caso só pode ser resolvido quando o lado sobrenatural for aceito pelos personagens e, por consequência, pelo público.

E o sobrenatural em The Outsider?

Porém, apesar de The Outsider começar a introduzir novos caminhos e dinâmicas, ele segue andando a passos lentos, sem pressa alguma de chegar direto ao ponto. O tom de luto segue permeando a narrativa e a direção, sempre trazendo o cinza como a cor dominante, enquanto a felicidade passa longe do rosto dos personagens.

Dessa forma, seguimos tendo poucas informações e construindo o quebra-cabeça a partir do ponto de vista dos protagonistas. Mas se isso, por um lado, coloca o público dentro da trama, por outro, pode dificultar a resolução do caso. É necessário que o lado sobrenatural se destaque mais para não parecer que ele é apenas uma desculpa do roteiro para resolver o assassinato.

Quem é esse forasteiro? De onde ele veio? Qual é a sua motivação? Ele pensa como um humano? Essas são algumas das questões que a série ainda passa longe de resolver e Erivo pode ser fundamental para isso.

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Tenho 23 anos, sou jornalista formado, trabalho com textos para internet há mais de dois anos e escrevo e gravo críticas de cinema desde o final de 2017, quando criei o canal no YouTube "16mm".

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