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The Outsider Ep. 1 e 2 – Review

The Outsider, nova série da HBO, estreou neste domingo, dia 12, com um episódio duplo, algo incomum para a emissora. E a escolha é mais estranha ainda por se tratar de uma série densa e que não tem pressa de chegar direto ao ponto. Ao contrário de séries da Netflix, por exemplo, que são feitas para maratonar.

Tal escolha faz com que assistir ambos episódios em sequência se torne uma experiência mais cansativa e menos interessante do que deveria, caso estes fossem consumidos da forma correta. Mas a partir de domingo que vem voltará ao formato tradicional de um por semana.

Porém, apesar disso, os primeiros episódios conseguem construir toda uma identidade visual e narrativa para a série. Centrado em um mistério que parece resolvido logo de início, a escolha do roteiro é pela expansão de ideias e elementos, algo incomum no gênero.

Geralmente, apresenta-se o crime e a partir disso começa uma busca que vai eliminando suspeitos e possibilidades. Enquanto aqui, temos claro desde o início quem é o culpado, entretanto essa confirmação vai parecendo menos certa a partir do momento que se abre um caso praticamente fechado.

Narrativa e personagens

A escolha é por um desenvolvimento mais pé no chão, lento e denso. As escolhas da direção trazem um clima de enterro para a série. É quase como se os personagens vivessem porque não lhes resta outra opção. É um universo sem perspectiva, sem felicidade e sem futuro. Tudo isso é acompanhado por uma trilha sonora lúgubre e sempre presente.

Dessa forma, a série consegue criar um universo em que tudo se conversa. A escuridão da fotografia reflete nos personagens e na falta de pressa com a qual a narrativa se desenvolve. Isso aparece até na forma como os personagens interagem.

Agora é esperar mais uma semana para ver como esse caso de assassinato vai ganhando novas pistas, ao passo que o lado sobrenatural da série vai dando as caras, até porque, trata-se de uma série baseada em obra do Stephen King.

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Tenho 23 anos, sou jornalista formado, trabalho com textos para internet há mais de dois anos e escrevo e gravo críticas de cinema desde o final de 2017, quando criei o canal no YouTube "16mm".

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