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Star Trek: Picard (Episódio 1) – Review

Star Trek: Picard começou bem ao saber unir o novo e o antigo. Da mesma forma que o episódio funciona para quem não conhece tanto de Star Trek, ele traz várias referências para os fãs, que provavelmente terão maior facilidade em apreciar.

Além disso, esse capítulo sabe explorar um universo já conhecido, mas dar uma cara diferente para ele, trazendo até uma pouco mais para nossa realidade. A temática também aparece na relação entre protagonistas, uma jovem em busca por identidade e um almirante aposentado vivendo na sua fazenda.

E, falando nisso, a escolha em trazer uma série em torno de Jean-Luc Picard já é louvável por si só. São raros os exemplos de produções do gênero que se arriscam a ter um protagonista tão velho. Já que isso praticamente tira a possibilidade de colocar o personagem central em grandes sequências de ação e aventura.

Mas essa quebra de estrutura funciona muito bem até então. A partir dela, a série consegue trazer uma humanização maior para o personagem. Vemos um Picard exausto, traumatizado, remoendo acontecimentos e se sentindo impotente tanto pela falta do combate quanto por não ter conseguido evitar acontecimentos passados. O que já aparece na primeira cena, quando ele diz para Data em um sonho que não quer que aquele partida termine nunca.

Vale o destaque especial também para a parte técnica, principalmente o uso de CGI nas belas construções visuais que vão caracterizar bem as temáticas da série, mas sem perder aquele lado Star Trek.

Talvez o único problema do episódio seja o uso da trilha sonora como arma para emocionar o público. Se torna manipulativo e brega, um recurso já mais do que batido em produções audiovisuais.

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Tenho 23 anos, sou jornalista formado, trabalho com textos para internet há mais de dois anos e escrevo e gravo críticas de cinema desde o final de 2017, quando criei o canal no YouTube "16mm".

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